"Vi descer do céu outro anjo, que tinha grande poder... e clamou fortemente, com grande voz, dizendo: Caiu, caiu a grande Babilónia, e se tornou morada de demónios"; "E ouvi outra voz do céu, que dizia: Sai dela, povo Meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas." Apoc. 18:1, 2,4.

domingo, 25 de outubro de 2009

O Mistério da Mulher e da Besta Que a Traz

“E veio um dos sete anjos que tinham as sete taças, e falou comigo, dizendo-me: Vem, mostrar-te-ei a condenação da grande prostituta que está assentada sobre muitas águas;


Com a qual se prostituíram os reis da terra; e os que habitam na terra se embebedaram com o vinho da sua prostituição.


E levou-me em espírito a um deserto, e vi uma mulher assentada sobre uma besta de cor de escarlata, que estava cheia de nomes de blasfémia, e tinha sete cabeças e dez chifres.


E a mulher estava vestida de púrpura e de escarlata, e adornada com ouro, e pedras preciosas e pérolas;


E tinha na sua mão um cálice de ouro cheio das abominações e da imundície da sua prostituição; E na sua testa estava escrito o nome: Mistério, a grande Babilónia, a mãe das prostituições e abominações da terra.


E vi que a mulher estava embriagada do sangue dos santos, e do sangue das testemunhas de Jesus. E, vendo-a eu, maravilhei-me com grande admiração.


E o anjo me disse: Por que te admiras? Eu te direi o mistério da mulher, e da besta que a traz, a qual tem sete cabeças e dez chifres.


A besta que viste foi e já não é, e há de subir do abismo, e irá à perdição; e os que habitam na terra (cujos nomes não estão escritos no livro da vida, desde a fundação do mundo) se admirarão, vendo a besta que era e já não é, mas que virá.


Aqui o sentido, que tem sabedoria. As sete cabeças são sete montes, sobre os quais a mulher está assentada.


E são também sete reis; cinco já caíram, e um existe; outro ainda não é vindo; e, quando vier, convém que dure um pouco de tempo.


E a besta que era e já não é, é ela também o oitavo, e é dos sete, e vai à perdição.


E os dez chifres que viste são dez reis, que ainda não receberam o reino, mas receberão poder como reis por uma hora, juntamente com a besta.


Estes têm um mesmo intento, e entregarão o seu poder e autoridade à besta.


Estes combaterão contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá, porque é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis; vencerão os que estão com ele, chamados, e eleitos, e fiéis.


E disse-me: As águas que viste, onde se assenta a prostituta, são povos, e multidões, e nações, e línguas.

E os dez chifres que viste na besta são os que odiarão a prostituta, e a colocarão desolada e nua, e comerão a sua carne, e a queimarão no fogo.


Porque Deus tem posto em seus corações, que cumpram o seu intento, e tenham uma mesma ideia, e que dêem à besta o seu reino, até que se cumpram as palavras de Deus.


E a mulher que viste é a grande cidade que reina sobre os reis da terra.” Ap. 17:1-18.


Apocalipse – Mistério ou Revelação?


Apocalipse é um dos livros da Bíblia que muita gente ainda tem medo de estudar. Pensam mesmo que é um livro que é impossível de se compreender, cheio de mistérios e maldições. Profecias anunciando castigos e pragas, o armagedon e o fim do mundo, simbologia complicada com “bichos” de sete cabeças, e o número da besta, 666, são alguns detalhes que aterrorizam a mente de muitos professos cristãos. Pensa-se mesmo que quem o ler e estudar, poderá até mesmo enlouquecer e tornar-se um fanático.



Será isto verdade? Não! Pois no início do livro de Apocalipse encontramos uma bem-aventurança pronunciada sobre aqueles que lêem e ouvem as suas profecias, e as guardam (Ap. 1:3). Este livro não está selado, como muitos pensam, mas sim aberto, sendo a revelação de Jesus Cristo, acerca das “coisas que brevemente devem acontecer” (Ap. 1:1). Mas se é em breve, como é que já passaram quase 2000 anos e muitas das suas profecias ainda não se cumpriram?



Na realidade, ao estudarmos este livro podemos compreender que muitas das coisas que nele estão profetizadas, aconteceram passado pouco tempo de terem sido escritas, e outras cumpriram-se no decorrer da história subsequente. Nomeadamente as cartas às sete igrejas, que exprimem as dificuldades que a igreja cristã enfrentou desde o tempo de João e, de uma forma progressiva, ao longo de toda a história. Foram cartas escritas para igrejas em particular, no início da história da igreja cristã, mas que tinham uma aplicação ao povo de Deus nos restantes períodos da história. Mas mais ainda, têm uma aplicação ao povo de Deus no tempo do fim, uma vez que cada uma das sete igrejas refere diferentes aspectos da sua experiência no tempo do fim. Mas como podemos saber que o tempo do fim já começou? Mais solene ainda, porventura não estaremos nós no fim do tempo final?!


Vamos dar um salto bem grande, até ao capítulo 17 e lá iremos encontrar a resposta a esta pergunta. Este capítulo de Apocalipse é um dos mais controversos, devido à variedade de opiniões que existem a seu respeito, não só entre os teólogos em geral, mas também dentro do mundo adventista. No entanto, temos que admitir que é um dos capítulos mais esclarecedores, e que contribui profundamente para completar e projectar luz sobre o quadro ou puzzle das profecias de Apocalipse.



Entendendo o Capítulo 17

Durante vários anos, este foi um daqueles capítulos da Bíblia sobre o qual não me debruçei. Talvez porque me parecesse muito confuso, ou porque não estava acostumado a ouvir pregar sobre Ap. 17. Na verdade, este é mais um daqueles capítulos nos quais os pastores não gostam de “tocar”! No entanto, há cerca de oito anos, apercebi-me da polémica existente em torno de Ap. 17, e este facto despertou-me, não só para estudar este tema, mas também outros. Acabei por, simplesmente, aceitar a opinião de alguns teólogos, que diziam que esse capítulo se referia a factos do passado sem ter nenhuma relacção com acontecimentos futuros. Mas pouco a pouco, estudando o assunto por mim mesmo, Deus me fez compreender que não era assim. É verdade que este capítulo refere factos passados mas, na verdade a sua ênfase está no futuro, isto é, no fim do tempo final.



Os capítulos que precedem o cap. 17, nomeadamente o 15 e 16, tratam dos sete anjos, que têm as sete últimas pragas (Ap. 15:1). No cap. 15 são citados os 144000, “que saíram vitoriosos da besta”, e que com suas harpas louvam ao Senhor. Em contraste, no cap. 16 são citados os “homens que tinham o sinal da besta e que adoravam a sua imagem”, e também as já referidas pragas ou taças da ira de Deus que sobre eles serão derramadas.


Entretanto, no cap. 17, “um dos sete anjos”, fala com João, mostrando-lhe a condenação da grande prostituta, isto é, a razão pela qual ela será castigada. Por outras palavras, porque é que esta mulher é uma grande prostituta. Na Bíblia várias vezes é feita a analogia entre a mulher e a igreja ou povo de Deus (Gn. 3:15; Jr. 3:20; Ez. 16:8; Os. 1:2, 2:2, 3:1; Ef. 5:23-27). Em Apocalipse encontramos duas mulheres que contrastam entre si, sendo uma pura (Ap. 12), representando respectivamente uma igreja pura, o verdadeiro povo de Deus, e outra uma grande prostituta (Ap. 17), representando uma igreja adúltera, falsa, iníqua, os seguidores de Satanás.



Mas, como inserir o conteúdo de Apocalipse num mundo tão diversificado, e onde existem milhares de religiões? Como saber qual é a verdadeira igreja ou povo de Deus? Se só uma pode ser a verdadeira igreja de Deus (Mt. 7:13,14 ; Jo. 10:16), então todas as demais estão erradas! Vamos então estudar o cap. 17, onde não só descobriremos quais são as igrejas representadas pela grande prostituta, que por sua vez estão erradas, mas também compreenderemos melhor o que sucedeu na história passada, e o que está para acontecer no futuro.




Características da Grande Prostituta


No final do 1º verso, lemos que a “grande prostituta está assentada sobre muitas águas”. Mas o que significa estar “assentada sobre muitas águas”? No verso 15 temos a resposta: “são povos , e multidões, e nações, e línguas”. Ou seja, esta grande prostituta, está estabelecida numa vasta área geográfica, onde existem diferentes países. Ora, este é apenas um dos exemplos que nos mostra claramente que, por detrás de cada símbolo, que possa surgir ao longo de Apocalipse, existe um significado, o qual nos é dado pela própria Bíblia.



Na continuação da descrição que o anjo faz a João, são acrescentados alguns detalhes:


a) Os reis da terra fornicaram com essa grande prostituta,

b) “se embebedaram com o vinho da sua prostituição.



Na expressão “os reis da terra”, podemos facilmente compreender que a área geográfica onde esta igreja está estabelecida é muito grande, englobando todos os países conhecidos ou alcançados nesse tempo, e que então formavam a Terra, o mundo conhecido na época. Qual época? Talvez alguns respondam de imediato que, como a expressão “está assentada” referindo-se à grande prostituta, se encontra no tempo presente, então a visão de João tem que ver com a sua época. Será mesmo assim? Antes de responder a esta pergunta, vamos terminar de analisar os detalhes referidos acima.



Esses reis fornicaram, ou seja, num sentido literal da expressão, tiveram relações sexuais ilícitas com esta mulher. Por isso, ela não só é prostituta mas é uma grande prostituta, pois adulterou com muitos homens, conseguiu seduzir muitos reis. O que é que isto nos quer dizer? No livro de Oséias encontramos a resposta; lá é mencionado o casamento de Oséias com uma prostituta: “Vai, toma uma mulher de prostituições, e filhos de prostituição; porque a terra certamente se prostituiu, desviando-se do Senhor.” Os. 1:2. Este casamento simboliza a infidelidade de Israel demonstrada para com Deus: “Vai outra vez, ama uma mulher, amada de seu amigo, contudo adúltera, como o Senhor Israel ama os filhos de Israel, embora eles olhem para outros deuses”. Os. 3:1.


Oséias viveu “nos dias de Uzias, Jotão, Acaz, Ezequias, reis de Judá, e nos dias de Jeroboão, filho de Joás, rei de Israel” Os. 1:1. Ele vai repreender de uma maneira particular o reino do norte, Israel, devido à sua idolatria e corrupção. Claramente podemos compreender que a expressão “se prostituiu”, é uma imagem figurada, uma comparação, para realçar a forma como o professo povo de Deus, se desviou dele para ir após os ídolos.


Da mesma maneira, as expressões “grande prostituta” e “com a qual fornicaram os reis da terra” se referem claramente à apostasia de uma igreja, ou seja, que essa igreja se desviou de Deus para ir após os ídolos. Quebrou a aliança com Deus e a estabeleceu com os homens, desviando-se assim de Deus e da verdade. Esta igreja seduziu e atraiu os reis da terra com os seus enganos, por isso é dito que “se embebedaram com o vinho da sua fornicação”.



Normalmente porque é que uma mulher se prostitui? Para ganhar dinheiro, para conseguir bens materiais. Esta igreja, à semelhança do reino de Israel, desviou-se de Deus, em busca das riquezas e dos prazeres deste mundo: “Irei atrás dos meus amantes, que me dão o meu pão e a minha água, a minha lã e o meu linho, o meu óleo e as minhas bebidas”. Os. 2:5. “Ela, pois, não reconhece que eu lhe dei o grão, e o mosto, e o azeite, e que lhe multipliquei a prata e o ouro, que eles usaram para Baal.” Os. 2:8. Deus não faltou em nada para com o Seu povo Israel, no entanto, ele preferiu Baal.



Infelizmente, as dez tribos do norte acabaram por ser deportadas para a Assíria e dispersas por entre os povos, ficando apenas o reino de Judá. Também este acabou por ser deportado para Babilónia, devido à sua idolatria e corrupção. Entretanto voltou à sua terra, entregando-se desta vez a um outro tipo de idolatria, o legalismo e a justiça própria. O povo Judeu, como nação, rejeitou Cristo como o messias, o salvador do mundo. Consequentemente, Deus rejeitou a Israel como Seu povo exclusivo, estendendo a Sua aliança também aos gentios. Surge então a igreja cristã, uma igreja virgem, pura. Mas a pergunta permanece: qual é a igreja adúltera, infiel e corrupta que é descrita em Apocalipse 17?


Na visão que João teve, o anjo vai-lhe mostrar ainda mais pormenores acerca desta falsa igreja:


a) estava “assentada sobre um besta de cor escarlate, que estava cheia de nomes de blasfémia, e tinha sete cabeças e dez chifres.” (v. 3).


b) “estava vestida de púrpura e de escarlata, e adornada com ouro, e pedras preciosas e pérolas; e tinha na sua mão um cálice de ouro cheio das abominações e da imundícia da sua fornicação”. (v. 4).


c) “na sua testa estava escrito o nome: Mistério, a grande Babilónia, a mãe das prostituições e abominações da terra.” (v. 5).


d) “estava embriagada do sangue dos santos, e do sangue das testemunhas de Jesus.” (v. 6).



A Que Época se Refere Esta Visão?



Antes de analisarmos cada uma destas características, devemos ter em mente que esta mulher que estava “assentada sobre muitas águas” (v.1), foi posteriormente mostrada a João, estando num lugar completamente diferente, isto é, num deserto (v. 3). Ao contrário de “águas”, o “deserto” tem o significado de prova, castigo, desolação, solidão, morte, maldição (Dt. 8:2; 29:22-27; Sf. 2:13; Sl. 106:14; Nm. 14:29; Jr. 9:9-14; 17:5,6; 20:14-16). Cidades e lugares férteis como Sodoma, Gomorra, Babilónia, etc., ao serem castigadas por Deus se transformaram em lugares desérticos, cenários de desolação (Sf. 2:9; Is. 13:19-22). O próprio povo de Deus, pela sua incredulidade, foi castigado no deserto durante quarenta anos (Nm. 14:28-33). O bode emissário, que carregava a culpa dos pecados que lhe eram transferidos do lugar santíssimo, era enviado ao deserto (Lv. 16:21). Satanás, antítipo desse bode, será “amarrado” na terra durante mil anos, onde tudo será desolação (Ap. 20:1-3).



Portanto, esta igreja que é mostrada a João, encontra-se desamparada, não tendo mais o apoio dos reis da terra, como tivera. Então, a que época se refere esta visão? Sem ainda termos analisado as características desta igreja, eu pergunto: no tempo em que João escreveu Apocalipse, cerca do ano 100 d.c., houve alguma igreja que tenha apostatado, adorado ídolos e feito aliança com os reis da terra? A única igreja que existia naquela época era a igreja cristã, a qual é representada por uma mulher pura em Apocalipse 12!


Paulo afirmou: “Não vos movais facilmente do vosso entendimento, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como de nós, como se o dia de Cristo estivesse já perto. Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição, o qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus.” II Ts. 2:2,3,4.


Ora, esta apostasia da qual falou Paulo, não se tinha ainda manifesto na igreja cristã, era algo que estava no futuro. Tão pouco se manifestou no tempo de vida de João. Esta apostasia foi-se infiltrando pouco a pouco na igreja cristã mas, sobretudo, no tempo de Constantino, o qual tratou de unir cristãos e pagãos, e com sucesso. A igreja, na esperança de ganhar a amizade do mundo, deixou-se corromper em seus fundamentos bíblicos, prostituindo-se com os reis da terra e indo após os seus ídolos. Passou então a existir a igreja de Roma, ou seja, a igreja católica romana, a qual passou a perseguir os fiéis da igreja cristã, o povo remanescente de Deus, o qual permaneceu firme aos Seus mandamentos (Ap. 12:17).


Mas de uma maneira especial, a partir do ano 538 d.c., a terrível máfia dos papas perseguiu o povo de Deus ferozmente, como se estivessem a caçar animais selvagens. Durante 1260 anos a igreja católica, com seu espírito satânico, odioso e assassino, fez perseguição ao verdadeiro povo de Deus. Os professos cristãos assassinaram mais cristãos que os próprios pagãos! Finalmente, em 1798 o general Berthier encerrou o papa na prisão – aqui temos o significado do deserto onde se encontrava a mulher que João viu em visão – dando desta forma uma ferida de morte na igreja dos papas.



Fantástico! João pôde ver em visão aquilo que sucederia cerca de 1700 depois dele! Foi precisamente neste tempo, fim do séc. 18, início do séc. 19, que alguns homens começaram a a estudar e a decifrar as profecias do livro de Daniel e Apocalipse, cumprindo-se assim a profecia: “E tu, Daniel, encerra estas palavras e sela este livro, até ao fim do tempo; muitos correrão de uma parte para outra, e o conhecimento se multiplicará.” Dn. 12:4.


Foi precisamente nesta época que, não só o livro de Daniel deixou de ser um livro selado, mas também, por meio da revolução indústrial e cultural, a ciência e o conhecimento se multiplicaram, por toda a Europa, e isto até aos nossos dias. O tempo da visão de Apocalipse 17, longe de ser referente aos dias de João, avança progressivamente, começando desde o início da supremacia papal, 538 d.c., até ao chamado “fim do tempo”, o qual se iniciou com o fim da perseguição papal, e a prisão do papa em 1798. Podemos assim dizer que esta é a 1ªparte da visão. Mais adiante falaremos das restantes partes da visão.



Uma Besta Vermelha, Com 7 Cabeças e 10 Chifres!


Vamos agora estudar as características que a Bíblia nos revela acerca desta igreja, a igreja católica.


“Assentada sobre um besta de cor escarlate, que estava cheia de nomes de blasfémia, e tinha sete cabeças e dez chifres.” Ap. 17:3 Uma igreja estabelecida sobre uma besta. O que é uma besta? Ainda por cima vermelha e cheia de nomes de blasfémia! E como se não bastasse, com sete cabeças e dez chifres! Uma besta é um animal, e na visão, João vê a grande prostituta sobre este animal muito estranho.

Em Ap. 12:3 lemos: “E viu-se outro sinal no céu; e eis que era um grande dragão vermelho, que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre as suas cabeças sete diademas.” A descrição deste dragão, que representa Satanás, assemelha-se muito à descrição da besta de Ap. 17:3. No cap. 17 fala-se de uma besta de cor escarlate, e o cap. 12 descreve-nos um dragão vermelho. Será que se refere ao mesmo animal ou besta? Também em Ap. 13:1,2 podemos ler uma descrição bastante semelhante que nos ajudará a responder a esta pergunta: “E eu pus-me sobre a areia do mar, e vi subir do mar uma besta que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre os seus chifres dez diademas, e sobre as suas cabeças um nome de blasfémia. E a besta que vi era semelhante ao leopardo, e os seus pés como os de urso, e a sua boca como a de leão; e o dragão deu-lhe o seu poder, e o seu trono, e grande poderio.”

Nesta descrição existe um detalhe pertinente, pois aqui se fala que a besta saiu do mar, um grande conjunto de águas, ou seja, segundo o que anteriormente estudámos, surge de muitos “povos, e multidões, e nações, e línguas”. Por outro lado em Ap. 17:1, é referido que a “grande prostituta…está assentada sobre muitas águas”. Aplicando a mesma regra, concluíremos também, que esta mulher, está assentada sobre muitos “povos, e multidões, e nações, e línguas”. Desde já podemos também concluir que, embora havendo alguns detalhes diferentes, existe uma grande proximidade entre estes dois textos bíblicos, e ambos fazem referência a um só império – besta ou poder político. Só um império pode satisfazer o simbolismo bíblico de “mar”, e “muitas águas”.

A besta que surge do mar é a besta sobre a qual a grande prostituta aparece sentada em Ap. 17:3. Por outro lado, parece fazer-se distinção entre o dragão (que é o mesmo dragão do capítulo 12) e a besta que era, ao mesmo tempo, semelhante ao leopardo, urso e leão. Apocalipse 13 diz-nos que o dragão lhe deu “o seu poder, e o seu trono, e grande poderio.” Se no capítulo 13 o dragão deu o seu poderio à besta, logo o dragão do capítulo 12 e a besta do capítulo 17, que é a mesma do capítulo 13, serão animais distintos?! Por outro lado, existem detalhes, como os dez chifres e as sete cabeças, que surgem em ambos os animais. Que quer isto dizer? Será que a besta que nos é descrita em Ap. 12:3 se refere somente a Satanás? E quem, ou o quê, é representado pela besta que é descrita em Apocalipse 13 e 17?

É interessante notar que em Daniel, no cap. 7, nos é descrita uma visão onde Daniel vê quatro animais, os quais são identificados por alguém, que na visão estava perto de Daniel, como sendo “quatro reis, que se levantarão da terra.” (v. 17). Mais adiante, no verso 23, lemos: “O quarto animal será o quarto reino na terra.” Ou seja, em profecia as bestas ou animais representam reis ou reinos. É também interessante notar que este quarto reino de Daniel 7 tem uma descrição muito semelhante às bestas referidas em Apocalipse 12, 13 e 17: “Depois disto eu continuei olhando nas visões da noite, e eis aqui o quarto animal, terrível e espantoso, e muito forte, o qual tinha dentes grandes de ferro; ele devorava e fazia em pedaços, e pisava aos pés o que sobejava; era diferente de todos os animais que apareceram antes dele, e tinha dez chifres. Estando eu a considerar os chifres, eis que, entre eles subiu outro chifre pequeno, diante do qual três dos primeiros chifres foram arrancados; e eis que neste chifre havia olhos, como os de homem, e uma boca que falava grandes coisas. ” Dn. 7:7,8. “O quarto animal será o quarto reino na terra, o qual será diferente de todos os reinos; e devorará toda a terra, e a pisará aos pés, e a fará em pedaços. E, quanto aos dez chifres, daquele mesmo reino se levantarão dez reis; e depois deles se levantará outro, o qual será diferente dos primeiros, e abaterá a três reis. E proferirá palavras contra o Altíssimo, e destruirá os santos do Altíssimo, e cuidará em mudar os tempos e a lei; e eles serão entregues na sua mão, por um tempo, e tempos, e a metade de um tempo.” Dn. 7:23-25.

O dragão de Apocalipse 12 refere-se a Satanás e ao seu reino, os anjos que ele arrastou após si, ou seja, a terça parte dos anjos. Mas Satanás e o seu reino são invísiveis, e manifestam-se por meio de poderes políticos na terra. Se estudarmos os caps. 2, 7 e 8 de Daniel, facilmente podemos compreender que a sucessão de reinos apresentada a Nabucodonosor, rei da Babilónia, e interpretada por Daniel, é Babilónia, Medo-Persa, Grécia e Roma (Dn. 2:39,40; 7:3-7; 8:3-11; 20-25). Se estudarmos a história, podemos confirmar que o terrível poder, caracterizado pelo ferro, que sucedeu ao império da Grécia foi o império romano, o qual teve uma primeira fase, caracterizada pelo paganismo, e depois uma segunda fase, caracterizada pelo papado. Logo, as grandes semelhanças entre os diversos animais que analisámos em Daniel e Apocalipse, claramente mostram que os reinos ou poderes políticos descritos são os mesmos, mas em fases diferentes.


O Dragão Deu o Seu Poder à Besta


Primeiramente, Satanás serviu-se do império romano em sua fase pagã para perseguir a igreja cristã (Ap. 12) e, posteriormente, entregou o seu poder à besta (Ap. 13 e 17), isto é, o império romano dominado pelos papas. Isto é uma clara evidência de que o papa é, literalmente, um verdadeiro representante de Satanás na Terra, o Anticristo (I Jo. 2:22). Aqui se enquadra perfeitamente a imagem da “grande prostituta”, a igreja cristã apostatada, sentada sobre a besta, poder político de Roma, a qual de uma forma ainda mais cruel, perseguirá os cristãos fiéis. Como já referimos anteriormente, surgiram dez reis do quarto reino, os dez povos bárbaros que deram origem à Europa, dos quais surgiu um rei ou reino diferente dos anteriores, ou seja, o papado ou poder papal que destruíu a três destes reis.

Mas o pior acerca deste reino encontra-se no seguinte verso: “E proferirá palavras contra o Altíssimo, e destruirá os santos do Altíssimo, e cuidará em mudar os tempos e a lei”. Dn. 7:25. Estas palavras aplicam-se perfeitamente ao poder papal, à sua arrogante afirmação de ser o representante de Deus na terra, à forma como perseguiu os próprios cristãos, e pretendeu alterar as leis que Deus estabeleceu. De facto, a igreja católica romana, embora dizendo-se a igreja de Deus, não tem sido outra coisa senão um instrumento de Satanás para matar, destruir e perseguir o verdadeiro povo de Deus e a verdade.

A religião católica é uma verdadeira perversão da verdade e tem mantido o povo em trevas e na ignorância durante séculos inteiros. É esta verdadeiramente a igreja falsa, a grande prostituta, que se apartou da verdade. Proveniente da igreja pura, a igreja cristã, o catolicismo é resultado das alianças entre paganismo e cristianismo, especialmente promovidas a partir do tempo do imperador Constantino, e que tornaram a igreja cristã numa igreja apóstata e corrupta. Foi assim que surgiu um poder político-religioso muito poderoso, o poder papal.



A Mãe das Prostitutas


Na descrição que se faz da mulher sentada numa besta, a qual tem sete cabeças, que “são sete montes, sobre os quais a mulher está assentada” (Ap. 17:9), faz-se uma clara referência a Roma, cidade das sete colinas e capital do império romano, onde se estabeleceu sua sede até ao dia de hoje. E esta igreja passou a enganar e a fazer alianças com os reis da terra, tornando-se senhora do mundo de então. O mais grave é que esta igreja continua a ser um poder manipulador de todo o sistema político, económico, religioso, etc., sendo muitas personagens da actualidade, meras marionetes em suas mãos.
Os papas, dizendo-se representantes de Deus, nada mais buscaram que os seus próprios interesses mundanos. De uma igreja pobre e humilde, tal e qual Jesus, a igreja cristã passou a ser um terror para toda a minoria religiosa. A igreja católica, uma verdadeira máfia, passou a ser uma igreja riquíssima, enriquecendo à custa da ignorância e medo do povo. Por detrás das vestes ridículas de papas, cardeais, e sacerdotes, esconderam-se (e escondem-se ainda) monstros, ditadores político-religiosos, verdadeiros representantes e adoradores de Satanás.
Mas há mais, pois esta “mulher estava vestida de púrpura e de escarlata [cor avermelhada], adornada com ouro, e pedras preciosas e pérolas; e tinha na sua mão um cálice de ouro cheio das abominações e da imundícia da sua fornicação”. Sendo esta mulher a igreja romana, qual é a boca que blasfema (Daniel 7)? E de quem é o braço e a mão que tinha um cálice de ouro, e que se veste luxuosamente de vermelho, se adorna com ouro e com pedras preciosas? Qual é a igreja cujos templos são cobertos de ouro e pedras preciosas, e que possui a maior riqueza? Quais são as igrejas que todos os anos atraem inúmeros turistas a Portugal? Seguidamente, apresento um link do meu blogue onde poderão encontrar um powerpoint e vários vídeos que respondem a estas e outras perguntas, e comprovam o que acabo de dizer: http://caiubabilonia.blogspot.com/2009/09/babilonia-grande-meretriz.html
Aconselho vividamente a leitura do livro “O Grande Conflito” ou, nalgumas edições, “A Grande Controvérsia”, de Ellen White, escritora inspirada pelo Espírito Santo. Na introdução do referido livro, ela escreveu: “À medida que o Espírito de Deus me ia revelando à mente as grandes verdades de Sua Palavra, a as cenas do passado e do futuro, era-me ordenado tornar conhecido a outros o que assim fora revelado delineando a história do conflito nas eras passadas, e especialmente apresentando-a de tal maneira a lançar luz sobre a luta do futuro, em rápida aproximação.” Este livro explica-nos claramente o início da igreja cristã, a sua apostasia, a origem da igreja católica romana, e a perseguição ao povo de Deus. Por outro lado, desmascara o que esta igreja apóstata está a fazer no presente e o que irá fazer no futuro. Este livro também está disponível on-line, no seguinte link: http://oconflitodosseculos.blogspot.com/
O apóstolo João foi inspirado a dar-nos todos estes detalhes e ainda outros para que não hajam dúvidas nenhumas acerca de quem é a grande prostituta. Até mesmo o nome desta mulher nos é dado, poi ela é chamada “a grande Babilónia”, “mãe das prostituições e abominações da terra”. Noutras versões, como a Almeida revista e actualizada, é chamada de “mãe das meretrizes [ou prostitutas]”. Podemos desta forma compreender que esta igreja é caracterizada por grande confusão, erro e engano, pois Babilónia significa confusão, e é também a origem de todas as falsas igrejas cristãs. A própria igreja católica se intitula a igreja mãe de todas as igrejas: “Na verdade, no sentido próprio, Igrejas irmãs são exclusivamente Igrejas particulares (ou agrupamentos de Igrejas particulares, por exemplo, o patriarcado e as Metrópoles) entre si. [7] Deve ser sempre clara, quando a expressão Igrejas irmãs é utilizadas neste sentido próprio, que os una, santa, católica e apostólica Igreja Universal não é irmã, mas mãe de todas as Igrejas particulares.” Congregação. Para a Doutrina da Fé, Carta Notio Communionis (28-5-1992), 9: AAS 85 (1993), 843-844.



As Filhas da Grande Prostituta


Infelizmente as igrejas protestantes, tendo boas intenções de início, ao defenderem alguns aspectos da verdade, acabaram por se deixar corromper e se submeter à autoridade do papa, na medida em que também beberam do seu “cálice… cheio das abominações”, aceitando falsas doutrinas, tais como a santificação do domingo e a imortalidade da alma. Ellen White, escreveu a este propósito:
“O poder que por tantos séculos manteve despótico domínio sobre os monarcas da cristandade, é Roma. A cor púrpura e escarlata, o ouro, as pérolas e pedras preciosas, pintam ao vivo a magnificência e extraordinária pompa ostentadas pela altiva Sé de Roma. E de nenhuma outra potência se poderia, com tanto acerto, declarar que está "embriagada do sangue dos santos," como daquela igreja que tão cruelmente tem perseguido os seguidores de Cristo. Babilónia é também acusada do pecado de relação ilícita com "os reis da Terra." Foi pelo afastamento do Senhor e aliança com os gentios que a igreja judaica se tornou prostituta; e Roma, corrompendo-se de modo semelhante ao procurar o apoio dos poderes do mundo, recebe condenação idêntica.
Declara-se que Babilónia é "mãe das prostitutas." Como suas filhas devem ser simbolizadas as igrejas que se apegam às suas doutrinas e tradições, seguindo-lhe o exemplo em sacrificar a verdade e a aprovação de Deus, a fim de estabelecer uma aliança ilícita com o mundo. A mensagem de Apocalipse 14, anunciando a queda de Babilônia, deve aplicar-se às organizações religiosas que se corromperam. Visto que esta mensagem se segue à advertência acerca do juízo, deve ser proclamada nos últimos dias; portanto, não se refere apenas à Igreja de Roma, pois que esta igreja tem estado em condição decaída há muitos séculos. Demais, no capítulo dezoito do Apocalipse, o povo de Deus é convidado a sair de Babilónia.
De acordo com esta passagem, muitos do povo de Deus ainda devem estar em Babilónia. E em que corporações religiosas se encontrará hoje a maior parte dos seguidores de Cristo? Sem dúvida, nas várias igrejas que professam a fé protestante. Ao tempo em que surgiram, assumiram estas uma nobre posição no respeitante a Deus e à verdade, e Sua bênção com elas estava. Mesmo o mundo incrédulo foi constrangido a reconhecer os benéficos resultados que se seguiam à aceitação dos princípios do evangelho. Nas palavras do profeta a Israel: "E correu a tua fama entre as nações, por causa da tua formosura, pois era perfeita, por causa da Minha glória que Eu tinha posto sobre ti, diz o Senhor Jeová." Ez. 16:14. Caíram, porém, pelo mesmo desejo que foi a maldição e ruína de Israel – o desejo de imitar as práticas dos ímpios e buscar-lhes a amizade. "Confiaste na tua formosura, e te corrompeste por causa da tua fama." Ez. 16:15.
Muitas das igrejas protestantes estão seguindo o exemplo de Roma na iníqua aliança com os "reis da Terra": igrejas do Estado, mediante suas relações com os governos seculares; e outras denominações, pela procura do favor do mundo. E o termo "Babilónia" – confusão – pode apropriadamente aplicar-se a estas corporações; todas professam derivar suas doutrinas da Escritura Sagrada, e, no entanto, estão divididas em quase inúmeras seitas, com credos e teorias grandemente contraditórios.
Além da pecaminosa união com o mundo, as igrejas que se separaram de Roma apresentam outras características desta.” O Grande Conflito, págs. 382, 383.
Seguidamente, apresento algumas frases de autores católicos que demonstram claramente a actual submissão das igrejas protestantes a Roma:
“Se os protestantes seguissem a Bíblia, adorariam a Deus no dia de sábado. Ao guardarem o domingo, estão a seguir uma lei da igreja católica.” Albert Smith, Chanceler da Arquidiocese de Baltimor, respondendo pelo Cardeal, numa carta datada de 10 de Fevereiro de 1920.
“Os protestantes… aceitam o domingo no lugar do sábado como dia de pública adoração após a Igreja Católica ter feito a mudança… Mas a mentalidade protestante não parece perceber que… observando o domingo, está a aceitar a autoridade do porta-voz da igreja, o papa.” Our Sunday Visitor, 5 de Fevereiro de 1950.
“A igreja mudou a observância do sábado para o domingo pelo direito divino e autoridade infalível que lhe foi concedida pelo seu fundador, Jesus Cristo. O protestante, propondo a Bíblia como o seu único guia de fé, não tem razão para observar o domingo. Nesta questão, os Adventistas do Sétimo Dia são os únicos protestantes coerentes.” Boletim Católico, pág. 4, de 14 de Agosto de 1942.


Embriagada com o Sangue dos Santos


Por outro lado, a atribuição do nome “a grande Babilónia” é bastante significativo, uma vez que este foi um império mundial que oprimiu o povo de Deus, e adorava o sol. Esta religião que existia já desde os dias da fundação da torre de Babel, era também a religião dos Egípcios, os quais oprimiram também o povo de Deus enquanto ali esteve. O império romano, que também adorava o sol, perseguiu os cristãos. Finalmente, a religião católica romana não é senão a religião do sol vestida de cristianismo. A confusão e engano foi maior do que nunca, e a perseguição aos fiéis não teve precedentes, ao ponto de, como já referi anteriormente, os “cristãos” terem morto mais cristãos que os próprios pagãos. Só a inquisição matou mais de 50 milhões de pessoas que permaneceram fiéis à Bíblia.
Foi por isso que João ainda acrescentou que “a mulher estava embriagada do sangue dos santos, e do sangue das testemunhas de Jesus.” Uma pessoa embriaga-se quando já bebeu muito. Desta forma, esta expressão mostra-nos a enormidade de cristãos que foram degolados e queimados, torturados, etc., pela igreja católica, uma monstruosa assassina. Os factos históricos, que seguidamente apresento, podem empalidecer até mesmo os mais fortes! Ver os seguintes links:



(Nos seguintes dois vídeos aconselho a tirar o som)

Não esqueçamos que o mesmo espírito permanece ainda em Roma: “Os defensores do papado asseveram que a igreja foi caluniada; e o mundo protestante inclina-se a aceitar esta declaração. Muitos insistem em que é injusto julgar a igreja de hoje pelas abominações e absurdos que assinalaram seu domínio durante os séculos de ignorância e trevas. Desculpam sua horrível crueldade como sendo o resultado da barbárie dos tempos, e alegam que a influência da civilização moderna lhe mudou os sentimentos.


Olvidaram estas pessoas a pretensão de infalibilidade sustentada há oitocentos anos por esse altivo poder? Longe de ser abandonada, firmou-se esta pretensão no século dezanove de modo mais positivo que nunca dantes. Visto como Roma assevera que a igreja "nunca errou; nem, segundo as Escrituras, errará jamais" (História Eclesiástica de Mosheini), como poderá ela renunciar aos princípios que lhe nortearam a conduta nas eras passadas?
A igreja papal nunca abandonará a sua pretensão à infalibilidade. Tudo que tem feito em perseguição dos que lhe rejeitam os dogmas, considera ela estar direito; e não repetiria os mesmos actos se a oportunidade se lhe apresentasse? Removam-se as restrições ora impostas pelos governos seculares, reintegre-se Roma ao poderio anterior, e de pronto ressurgirá a tirania e perseguição.” O Grande Conflito, págs. 569, 570.
Por outro lado, o que acabamos de analisar indica-nos claramente que o tempo da visão, é o fim dos 1260 anos da perseguição papal, isto é, 1798. A aflição durante todos esses séculos foi tão grande que o próprio Jesus afirmou:
“Porque naqueles dias haverá uma aflição tal, qual nunca houve desde o princípio da criação, que Deus criou, até agora, nem jamais haverá. E, se o Senhor não abreviasse aqueles dias, nenhuma carne se salvaria; mas, por causa dos eleitos que escolheu, abreviou aqueles dias.” Mc. 13:19,20.
Deus abreviou o sofrimento dos cristãos, o qual praticamente terminou ainda antes do papa ser preso, na medida em que a reforma protestante atenuou a perseguição. Perante todos estes factos, qualquer pessoa, mas muito mais um católico sincero e coerente deveria ficar não só aterrorizado, sensibilizado, mas também alarmado com aquilo que a igreja católica fez no passado. Não admira pois que João tenha ficado espantado e horrorizado com tal igreja: “E vendo-a eu, maravilhei-me com grande admiração.”
Infelizmente, o mesmo espírito tirano e déspota reina ainda no Vaticano! Neste momento, aparentemente, o tribunal da inquisição acabou, mas muito em breve veremos que ele existe e actuará tal e qual como no passado, pois a perseguição se levantará de novo. Abordarei o assunto mais adiante.


Eu Te Direi o Mistério…


Entretanto o anjo faz uma pergunta a João: “Porque te admiras?”. Será que não existiam bastantes motivos para que João se espantasse com o que viu, se horrorizasse, estivesse confuso? Ainda mais quando o próprio nome da mulher encerra um mistério. Este mistério tem certamente que ver com o mistério da falsa doutrina da "Santíssima Trindade", aprovada no concílio de Nicéia em 325 a.c, e que está disseminada entre a maioria das igrejas cristãs. Aliás, é requisito essencial para se fazer parte do concílo mundial das igrejas, e ainda para quem quiser tornar-se católico. Mas o anjo fala, não só do "mistério da mulher", mas também "da besta". Algo precisa ser revelado a João, e tratando-se, ainda por cima, daquilo em que a sua própria igreja – a igreja cristã – se iria tornar no futuro! Depois de tantas coisas horrorosas acerca de uma mulher, a igreja, e da besta que a traz, João estava como que paralisado. Então o anjo, mesmo sem esperar por uma resposta de João – como se a sua pergunta fosse só para ele reflectir, ou mesmo para despertá-lo ou prepará-lo – revela-lhe o mistério, ou seja, o futuro da mulher e da besta.




E nós? Será que estamos preparados para aquilo que Deus nos quer revelar hoje, neste capítulo da Bíblia? Ou estamos tão horrorizados com aquilo que a igreja católica fez no passado, que não queremos nem sequer ouvir sobre aquilo que possa vir a fazer num futuro próximo? Estamos nós adormecidos para as coisas de Deus, e mais preocupados com as coisas deste mundo?! Ou porventura não confiamos mais em Deus?! Ele ama-nos tanto que quer mostrar-nos o que está para acontecer, para que nós não sejamos enganados: “Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos.” Mt. 24:24.
Então o anjo começa por dizer: “a besta que viste foi e já não é, e há de subir do abismo, e irá à perdição”. João viu que a igreja católica estava “assentada” ou estabelecida em muitos povos e, posteriormente, assentada sobre uma besta de cor de escarlata, com sete cabeças e dez chifres, num deserto. Essas sete cabeças são sete montes nos quais a igreja católica está estabelecida, ou seja, Roma, cidade das sete colinas e cidade dos papas, “ aquela grande cidade, que a todas as nações deu a beber do vinho da ira da sua fornicação” (Ap. 14:8).
A partir do imperador Constantino a religião cristã foi gradualmente ganhando força, e mais ainda a partir de 380 d.c., data em que a religião cristã se torna a religião do império. Em 476 d.c. foi o fim do último imperador romano no ocidente. Esta circunstância, aliada ao facto de que vários dos povos bárbaros da Europa se tinham convertido ao cristianismo, permite que a igreja, de uma forma lenta, passe a ter um lugar de destaque e finalmente o poder, em toda a Europa.
O papa, que já era o cabeça da igreja [pretendendo assim colocar-se no lugar de Cristo] passou também, a partir de 538 d.c., a encabeçar o poder político em Roma, pois o imperador Justiniano o declarou regente de Roma. Passou então a representar, ao mesmo tempo, a mulher e a besta, isto é, respectivamente, a igreja católica – a qual já representava – e os poderes políticos de Roma. Mas para além disso, passou a possuir determinados estados, como o estado do Vaticano, e sua influência política sobre a Europa chegou a ser tal que era o papa que coroava os imperadores.
Como tinhamos analisado, o tempo da visão avança desde o início dos 1260 anos de supremacia e perseguição papais, (538 d.c.), até à data em que o papa Pio VI, autoridade máxima de Roma, foi preso (1798 d.c.), isto é, “a besta… foi e já não é”, perdendo assim os seus poderes políticos. A partir de então o papado, além de ser uma verdadeira vítima da revolução francesa e dos ideiais republicanos e democrácticos, já não se conseguiu recuperar desta “ferida”, a despeito dos esforços feitos no sentido de recuperar seus estados pontífices.
Desta forma podemos entender melhor a descrição da mulher sentada numa besta que estava no deserto – segunda parte da visão –, pois foi destituída de seus poderes, foi presa, foi expulsa, humilhada e castigada. Foi até mesmo ferida de morte: “E vi uma de suas cabeças como ferida de morte” (Ap. 13:3). Até a cidade do Vaticano, sede da igreja católica que se encontra sobre o monte do Vaticano, foi retirada ao papa. Mas João acrescentou: “e sua chaga mortal foi curada” (Ap. 13:3) – terceira parte da visão. E tal como foi profetizado, em 1929 Pio XI, por meio do tratado de Latrão, obteve de novo a soberania da cidade do Vaticano. Passou a ser de novo a besta pois, a partir desta data, tornou-se novamente num dirigente político-religioso. Era besta, deixou de o ser, pelo menos como o era, subiu “do abismo, e irá à perdição”.
Que abismo é este de onde o papa tem que subir? Vai à perdição? Costuma-se dizer: “quanto mais se sobe maior é a queda”! A palavra abismo na Bíblia refere-se por vezes à morte ou sepulcro, ao mar, à prisão, etc. (Pr. 15:11; 27:20; Jn. 2:2; Ap. 20:3). Neste caso, o abismo não é senão o deserto, a prisão, a situação de doente, de ferida de morte em que a besta se encontrava, e do qual irá sair, simplesmente para governar um pouco de tempo e ser destruída. Não esqueçamos que o quarto reino que estudámos em Daniel é o último reino na terra, no qual está inserida a existência da besta, representada nessa visão por aquele chifre pequeno que “se engrandeceu até contra o exército do céu” (Dn. 7:20-25; 8:9-12).
“Mas, nos dias desses reis, o Deus do céu levantará um reino que não será jamais destruído; e este reino não passará a outro povo; esmiuçará e consumirá todos esses reinos, mas ele mesmo subsistirá para sempre.” Dn. 2:44. Ou seja, ao estarmos na última fase da besta, último estágio do quarto reino na terra, o qual já começou em 1929, podemos estar certos de que a vinda de Jesus se aproxima a passos largos! Aleluia!
“Em 25 de Julho de 1929, Pio XI saiu do Vaticano e entrou na praça de São Pedro em uma grande procissão assistida por cerca de 250 mil pessoas. Sua aparição assinalou o retorno do poder temporal do papado e o fim da controvérsia com o Estado italiano.” Enciclopédia Delta Universal, vol. 11, pág. 6020.
Desta forma se cumpriu a profecia: “os que habitam na terra (…) se admirarão, vendo a besta que era e já não é, ainda que é.”, ou seja, voltará a ser, e também “toda a terra se maravilhou após a besta” (Ap. 13:3). A partir de então, a “besta que recebera a ferida da espada e vivia” (v. 14), “cuja chaga mortal fora curada” (v. 12), passou a atrair as atenções de todo o mundo, daqueles “cujos nomes não estão escritos no livro da vida, desde a fundação do mundo”, pois Deus conhece de antemão os que se salvarão e os que se perderão. O papa é considerado “o santo padre” ou “sua santidade”, como se fosse o próprio Deus – o que é uma verdadeira blasfémia – sendo o chefe de estado mais importante, respeitado e venerado em todo o mundo.
O anjo continua, dizendo: “Aqui o sentido que tem sabedoria.”, ou seja, o verdadeiro significado da visão. O anjo vai desviar um pouco mais a cortina para que João entenda melhor a visão. “As sete cabeças são sete montes, sobre os quais a mulher está assentada” – já analisámos estas palavras como sendo uma clara referência a Roma, a cidade das sete colinas, onde estava estabelecida a igreja católica, especificamente no monte do Vaticano, o qual durante algum tempo lhe foi retirado. Mas agora, essa mulher que estava sentada numa besta ferida mortalmente, já não está no deserto mas sim, sentada numa besta curada, isto é, a igreja tem de novo a chefia do estado do Vaticano. O tempo da visão é agora posterior a 1929, data esta em que o “se admirarão” diante da besta já se cumpriu, pelo menos em parte, pois até ao fim do tempo final a besta continuará realizando maravilhas.

São Também Sete Reis

O anjo acrescenta: “são também sete reis”, fazendo uma descrição pormenorizada dos sete reis que existirão no tempo da besta curada. Mas o pormenor mais interessante é que ele faz esta descrição, como sendo relativa ao tempo do sexto rei, sendo de facto este o tempo da quarta parte da visão.
Dos sete, “cinco já caíram, e um existe”, ou seja, a partir de 1929 – ano que assinala o retorno do poder temporal do papado – até ao tempo da terceira parte da visão, existiram cinco papas (que são também reis do Estado do Vaticano) , e um existe – no tempo da visão – que é o sexto. Quem foram estes cinco papas, e qual é o sexto papa? Pio XI, Pio XII, João XXIII, Paulo VI e João Paulo I, foram os cinco papas que reinaram entre 1929 e o sexto papa, João Paulo II. E o sétimo que “ainda não é vindo; e, quando vier, convém que dure um pouco de tempo”, é o papa actual, Bento XVI, Joseph Ratzinguer. Ou seja segundo a profecia bíblica o papa actual deverá morrer dentro de pouco tempo ou, pelo menos, deixar de exercer a função de papa. O próprio Ratzinger, prevê para si mesmo um pontificado curto, atendendo à sua idade. Ver:http://www.correioweb.com.br/hotsites/papa/materias.htm?ultima=461
Um outro detalhe importante para compreendermos mais claramente a profecia de Apocalipse 17 é a repetição, quatro vezes, de um paralelismo composto por três tempos diferentes, passado, presente e futuro:
A) 1) Mulher assentada sobre muitas águas; 2) mulher assentada sobre uma besta de cor de escarlate no deserto; 3) mulher assentada sobre sete montes. Ou seja, o tempo da supremacia do sistema papal, a perda dos seus poderes políticos, e a recuperação do seu poder mas só em Roma, especificamente, no estado do Vaticano.
B) 1) “A besta… foi”; 2) “já não é”; 3) “há de subir do abismo”. A besta reinou, foi ferida de morte e deixou de reinar, e foi curada, voltando a reinar.
C) 1) “Cinco já caíram”; 2) “um existe”; 3)“outro ainda não é vindo; e quando vier convém que dure um pouco de tempo”. Cinco papas reinaram até João Paulo II, sendo ele o sexto, e o sétimo que no tempo actual já existe, Bento XVI, durará pouco tempo.
D) 1) “E a besta que era”; 2) “e já não é”; 3) “é ela também o oitavo, e é dos sete, e vai à perdição”. Este último paralelismo não é senão uma clara referência a João Paulo II. No paralelismo C ele existe, mas no D, a “besta que era”, João Paulo II, “já não é”, mas “é ela também o oitavo rei. Desta forma, aproximamo-nos do tempo do oitavo rei, o qual é também João Paulo II, e “é dos sete”.


O Mundo Se Maravilhou Após Ele


Temos que entender também um detalhe muito importante. Cada um dos anteriores paralelismos se cumpre em João Paulo II. É o papa que melhor representa as características da besta. O mundo se maravilhou após este papa, foi o papa que mais viajou, que atraíu para si as câmaras de televisão do mundo inteiro, o papa das “massas”. Fez alianças com o mundo inteiro, embebedou os reis da terra “com o vinho da sua fornicação”, quebrou barreiras e construíu pontes sobre o abismo com os protestantes, especialmente nos Estados Unidos. Como besta, foi também ferido de morte, em sua própria "cabeça" no atentado que sofreu em 1981, que quase o levou à morte. Este foi decerto um dos cumprimentos da profecia “E vi uma das suas cabeças como ferida de morte”, e também “As sete cabeças são sete montes… e são também sete reis”. Mas sobreviveu, e todo o mundo se maravilhou! É ele o 6º rei, papa, que era, já não é, mas será também o oitavo, é dos sete, e vai à perdição.
Conforme a profecia, o número da besta, 666, é o número de um homem (Ap. 13:18).
Ioannnes Paulus PP. II, principal título do papa
(ver: http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/index_po.htm), em números romanos, dá a soma de 666, identificando-o claramente como a besta (Ioannes=1+Pavlvs=60+Papa=0+Secvndo=605 = 666). Ele ou sua figura, será o último papa, o qual será destruído na vinda do Senhor Jesus.
“Paulo declara expressamente que o homem do pecado perdurará até ao segundo advento. (II Ts. 2:8.) Até mesmo ao final do tempo prosseguirá com a sua obra de engano.” O Grande Conflito, cap. Ameaça à consciência, pág. 584.


O Regresso de João Paulo II?

Mas se ele morreu, como voltará a ser de novo papa? “A besta que viste foi e já não é, e há-de subir do abismo”. Pessoalmente, compreendo e acredito que Satanás não só personificará o próprio Cristo, como muito bem está descrito nos livros de Ellen White, mas também o próprio João Paulo II. Como isso será possível não sei, mas uma coisa é certa, a serva do Senhor nos adverte claramente para os muitos enganos do tempo do fim. Não esqueçamos que, quando João Paulo II ainda era vivo, pouco tempo antes da sua morte, ele disse: “Não morrerei completamente”



(Nos dois vídeos seguintes, aconselho a retirar o som:)




“O papado é exactamente o que a profecia declarou que havia de ser: a apostasia dos últimos tempos (II Ts. 2:3,4). Faz parte de sua política assumir o carácter que melhor cumpra o seu propósito; mas sob a aparência variável do camaleão, oculta o invariável veneno da serpente.” O Grande Conflito, cap. Ameaça à consciência, pág. 577.


“Que o Corpo de Cristo Venha à Terra!”


Vou partilhar um sonho que tive, no dia 10 de Julho deste ano, o qual me impressionou muito, e me impulsionou bastante a estudar Apocalipse 17, e a escrever este artigo. Quando acordei não me lembrava de todos os pormenores, mas compreendi que Deus me estava a revelar algo muito importante. Lembro-me de, em primeiro lugar, ver a figura de João Paulo II, não envelhecido e encurvado, como nos habituámos a vê-lo, mas sim com um aspecto bastante mais jovem e erecto. O facto de que Satanás possa vir a personificar João Paulo II, impressionou-me muito. Imediatamente a seguir a esta imagem, lembro-me de repetir várias vezes em voz alta, alarmado, e isto até acordar, a seguinte frase: “Que o corpo de Cristo venha à Terra!”, como sendo um dos enganos mais terríveis de Satanás – a personificação de Cristo, encenando de uma forma falsa a Sua segunda vinda. Mais impressionado fiquei quando, mais tarde, a minha esposa me mostrou, no livro Eventos Finais, uma frase semelhante àquela que eu escutei, vi - não sei definir exactamente - no sonho, e repeti alarmado. E a frase é a seguinte:
“Mais uma tentativa, e então será usado o último ardil de Satanás. Ele ouve o incessante clamor de que Cristo venha, de que Cristo os liberte. Essa última estratégia é personificar a Cristo e fazer com que eles pensem que suas orações estão sendo atendidas.” Eventos Finais, pág. 143.
Seguidamente, apresento algumas das muitas frases que Ellen White tem acerca da falsificação da vinda de Cristo, e que me pareceram pertinentes para o nosso estudo: “As formas dos mortos aparecerão através de subtis enganos de Satanás, e muitos se unirão com aquele que ama e profere mentiras. Advirto nosso povo de que bem em nosso meio alguns se volverão da fé e darão ouvidos a espíritos sedutores e doutrinas de demónios, e por esses a verdade será difamada.” Idem, pág. 148.
“Aproximamo-nos do fim da história terrestre, e Satanás está trabalhando como nunca antes. Ele está procurando actuar como dirigente do mundo cristão. Com uma intensidade que é incrível, está agindo com os seus enganosos prodígios. (…) Deseja envolver o mundo inteiro em sua confederação. Ocultando sua perversidade sob o disfarce do cristianismo, Ele assume os atributos de um cristão e alega ser o próprio Cristo.” Idem, pág. 135.
“Um poder de baixo está operando a fim de promover as últimas grandes cenas do drama: Satanás vindo como Cristo, e operando com todo o engano da injustiça nos que se ligam em sociedades secretas.” Idem, pág. 141.
“Como ato culminante no grande drama do engano, o próprio Satanás personificará Cristo. A igreja tem há muito tempo professado considerar o advento do Salvador como a realização de suas esperanças. Assim, o grande enganador fará parecer que Cristo veio. Em várias partes da Terra, Satanás se manifestará entre os homens como um ser majestoso, com brilho deslumbrante, assemelhando-se à descrição do Filho de Deus dada por João no Apocalipse. (Ap. 1:13-15.) A glória que o cerca não é excedida por coisa alguma que os olhos mortais já tenham contemplado. Ressoa nos ares a aclamação de triunfo: "Cristo veio! Cristo veio!" ” Idem, pág. 142.
Quando acordei, era de madrugada e fui estudar profundamente Apocalipse 17, escrevendo o esboço deste artigo. Tendo em conta que o papa se intitula o representante de Cristo na Terra, “querendo parecer Deus” e depois de ter tido este sonho, compreendo que, após Satanás personificar o papa João Paulo II, possa então tomar a própria aparência de Cristo, dizendo-se o próprio Cristo. Passei então a dar mais atenção a um pequeno estudo que a minha esposa fez sobre Ap. 17 e II Ts. 2:1-12, o qual nos ajuda a compreender melhor a relação que existe entre os sete reis de Ap. 17 e os sete papas, fazendo um paralelo entre os dois textos, o qual apresento seguidamente.

A Vinda do Iníquo é Segundo a Eficácia de Satanás

Em II de Tessalonicenses, cap. 2, lemos: “Ora, irmãos, rogamo-vos, pela vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, e pela nossa reunião com ele, que não vos movais facilmente do vosso entendimento, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como de nós, como se o dia de Cristo estivesse já perto. [Isto dizia Paulo no seu tempo.] Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição, o qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus. Não vos lembrais de que estas coisas vos dizia quando ainda estava convosco? E agora vós sabeis o que o detém, para que a seu próprio tempo seja manifestado. Porque já o mistério da injustiça opera; somente há um que agora resiste até que do meio seja tirado; E então será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca, e aniquilará pelo esplendor da sua vinda; A esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira, e com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para se salvarem. E por isso Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira; Para que sejam julgados todos os que não creram a verdade, antes tiveram prazer na iniquidade.” II Ts. 2:1-12.
Reparem nas semelhanças entre os dois textos, o que nos ajuda a compreender a ambos:


(Clicar na tabela para ler bem o texto)


Existem de facto vários paralelismos e semelhanças entre estes dois textos, os quais se complementam entre si. Existem vários elementos que nos permitem concluir que estes textos não só se referem ao passado, mas também ao futuro. Sabemos que Paulo em II Ts. 2 profetizou acerca do aparecimento do papado, sistema político religioso dos papas, mas também esta profecia se refere à última operação do papa. Ambos os textos descrevem claramente o aparecimento do anticristo na igreja cristã, mas também a última operação do erro antes da vinda de Cristo, e a destruição “do homem do pecado”. Temos uma clara descrição de que o último papa surgirá do “abismo”, do sepulcro, ou seja, é o próprio Satanás, personificando João Paulo II, cheio de enganos e mentiras, para enganar ao mundo inteiro, diante das quais as multidões se maravilharão, coisa que não sucedeu ainda na história. Sabemos que entre 1798 e 1929, o papa não esteve “assentado” no seu trono como antes, mas houve momentos de prisão, angústia e dificuldade. No entanto, o último papa permanecerá até à vinda de Cristo, e será então destruído. Ele enganará o mundo inteiro, para perseguir o povo de Deus, e haverá então um grande conflito das forças do mal contra o povo remanescente, que culminará no Armagedon (Ap. 16:12-16), imediatamente antes da vinda de Cristo.


Reis durante uma hora!

Mas ainda não terminamos de analisar o cap. 17, e precisamos de ir até ao fim. No verso 12, o anjo acrescenta uma explicação: “E os dez chifres que viste são dez reis, que ainda não receberam o reino, mas receberão poder como reis por uma hora, juntamente com a besta”. No passado, houve dez reinos que surgiram do império romano, os quais deram origem aos países da Europa.
Reinaram, mas em sujeição ao bispo de Roma, diante do qual monarcas se ajoelharam, e foram coroados. Posteriormente, o poder papal acabou por vencer e destruir a três reis. Enquanto o papa tinha poderes político-religiosos, estes reis apenas tinham poderes a nível político. Também estiveram unidos com o papa para perseguir o povo remanescente de Deus. Mas passados os 1260 anos, devido à obra da reforma protestante, à rebelião, ao ateísmo, muitos destes reinos se revoltaram contra a soberania do papa, ou seja, da igreja católica, por causa de todos os seus crimes e corrupções, ao ponto do exército francês prender o papa e posteriormente terem sido retirados à igreja muitos privilégios e regalias pelo estado italiano.
Estes dez reinos, dissolveram-se e deram origem à Europa – o velho mundo –, mais tarde, a partir da época dos descobrimentos, foram os países que de uma maneira especial colonizaram o mundo por descobrir, dando origem a muitos outros países, deixando influências culturais, religiosas, políticas, económicas e até mesmo linguísticas. Países como a Inglaterra, França, Espanha, Portugal, etc., expandiram-se por diversos lugares, deixando as marcas da civilização europeia pelo mundo inteiro.
Da mesma forma, num futuro próximo, se levantarão dez reis, ou seja, dez reinos. Talvez esses reis ou reinos representem, de alguma forma, os dez reinos surgidos do império romano, último reino na terra, mas desta vez com uma amplitude mundial. Receberão autoridade “por uma hora”, isto é, por pouco tempo, “juntamente com a besta”. Se entendermos esta hora literalmente, então seria um período de cerca de duas semanas, 15 dias. Entendamos que, assim como no passado, estes dez reis terão poderes somente ao nível político.
Devido a uma progressiva e propositada globalização, o papa, enquanto besta, além da influência que tinha no passado na Europa, passou a ter uma influência político-religiosa muito grande, em todo o mundo. Desta forma, por meio das manipulações ecuménicas, o papa, como líder religioso, está-se tornando numa espécie de mediador inter-religioso, e muito em breve será, para todas as religiões exceptuando o remanescente de Deus, a autoridade máxima a nível religioso. Estes dez reis, que na linguagem moderna serão talvez dez presidentes ou governadores, “têm um mesmo intento, e entregarão o seu poder e autoridade à besta”. Ou seja, estes dez presidentes cederão, posteriormente, ao cabo de duas semanas, todos os seus poderes políticos à besta.
Desta forma o papa será o líder máximo não só a nível religioso, mas também político. Não deixa de ser estranho a curta duração destes governos, e por outro lado, a unanimidade em cederem os poderes à besta. Mas será isto verdadeiramente algum elemento novo na política mundial? Não se têm encurvado os presidentes diante do papa?! Isto denota uma verdadeira unanimidade entre o papa e as diversas entidades políticas. Além disso, é uma prova de que por detrás da política moderna, continuam a esconder-se figuras pertencentes a sociedades secretas, por meio das quais Satanás, desde a antiga Babilónia, tem procurado governar este mundo.
Não é então de estranhar que estes dez homens, com suas diferenças culturais, políticas e religiosas, tenham todos o mesmo intento, pois fazem parte da confederação do mal. O mesmo se passa a nível religioso, pois que a grande maioria das religiões, em suas câmaras secretas, tem os seus principais líderes adorando Satanás. Tão pouco é por acaso que encontramos João Paulo II a beijar o Corão, o qual nega Cristo. (http://paulosemblano.blogspot.com/2008/11/smbolos-ocultistas.html) O verdadeiro deus do papa é Satanás, o qual lhe concedeu o poder (Ap. 13:4). Por isso o papa é o principal dos anticristos! Não é pois de admirar que estes dez presidentes, tenham todo o mesmo intento de lutar “contra o Cordeiro”. E não só contra o Cordeiro, mas também contra os seus seguidores, ao ponto de os quererem perseguir e matar.

A Revolta dos Dez Reis

Finalmente, no verso 16, praticamente no final do capítulo, o anjo revela algo muito trágico e ao mesmo tempo estranho: que “os dez chifres… odiarão a prostituta, e a colocarão desolada e nua, e comerão a sua carne, e a queimarão no fogo” – tal e qual como no passado, em 1798, haverá uma revolta contra o papado. No verso 17, retoma-se a mesma ideia apresentada no verso 13, isto é, que os dez presidentes têm “um mesmo intento”, “porque Deus tem posto em seus corações, que cumpram o seu intento, e tenham uma mesma ideia”. Que intento é este, qual a mesma ideia que todos eles têm? “Que dêem à besta o seu reino”, “e entregarão o seu poder e autoridade à besta”. Na realidade, Deus o permite, não que seja essa a Sua vontade ou desejo, pois para Deus, tanto a besta como o seu reino são abomináveis, mas para que se manifeste o seu verdadeiro carácter e as obras das trevas.
Desta forma, a actuação da besta não será mais do que um reflexo dos terríveis esforços de Satanás, seja para enganar o mundo, seja para perseguir e destruir o remanescente do povo de Deus. Sabemos que esta obra já está em curso mas manifestar-se-á, de uma forma mais precisa, a partir do decreto dominical e se estenderá até ao Armagedon, na 6ª praga. Deus permitirá que a besta oprima o Seu povo até que se cumpram “as palavras de Deus”. Quais palavras?!
Antes de respondermos a esta pergunta vamos tentar compreender o porquê da revolta dos dez presidentes contra a igreja católica, pouco tempo depois de lhe terem cedido o poder e a autoridade. E não só contra a igreja católica, mas também contra as igrejas protestantes que se uniram a Roma, as quais, como já pudemos ver, também estão incluídas na designação de Babilónia.
Não é de admirar que existam revoltas contra a igreja católica, pois ela, desde a sua existência até ao presente, tem sido uma verdadeira máfia – a pior de todas elas – com vestes de cristianismo, extorquindo o dinheiro do ignorante povo, por meio dos mais desavergonhados enganos. Matou e torturou pressupostamente, em nome de Deus, milhares de pessoas, tanto homens, como mulheres e crianças, excedendo muito os números apresentados nos livros de história. Além do tribunal da inquisição, o ódio assassino inspirado – em grande número de pessoas do povo – pela igreja católica contra os “hereges”, bem como as famosas cruzadas à “Terra Santa”, etc., foram a causa de morte de muitos milhões de pessoas. O seu sangue clama desde a terra a Deus!
Em profecia, como já vimos anteriormente, um chifre pode ser um rei ou reino. Desta forma, não se trata tanto de uma revolta destes dez presidentes, uma vez que eles, com toda a certeza, serão conhecedores, se não for na totalidade pelo menos em grande parte, do engano e corrupção de Roma, mas sim do povo em geral, representado por esses dez presidentes. Mas serão estes os únicos motivos desta revolta, ou poderão haver razões mais fortes ainda?
“O povo vê que foi iludido. Um acusa ao outro de o ter levado à destruição; todos, porém, se unem em acumular suas mais amargas condenações contra os ministros. Pastores infiéis profetizaram coisas agradáveis, levaram os ouvintes a anular a lei de Deus e a perseguir os que a queriam santificar. Agora, em seu desespero, esses ensinadores confessam perante o mundo sua obra e engano. As multidões estão cheias de furor. Estamos perdidos!" exclamam; "e vós sois a causa de nossa ruína;" a voltam-se contra os falsos pastores. Aqueles mesmos que mais os admiravam, pronunciarão as mais terríveis maldições sobre eles. As mesmas mãos que os coroavam de lauréis, levantar-se-ão para destruí-los. As espadas que deveriam matar o povo de Deus, são agora empregadas para exterminar os seus inimigos. Por toda parte há contenda e morticínio.” O Grande Conflito págs. 661, 662.
A angústia que os ímpios futuramente hão-de experimentar é indescritível. Ao se darem conta que foram enganados tanto pela igreja católica como também pelas igrejas protestantes, o seu ódio e raiva será extremamente grande. Por isso está escrito “que odiarão a prostituta, e a colocarão desolada e nua”. Ou seja, as suas “vergonhas” ficarão expostas perante todo o mundo, toda a gente conhecerá o seu engano, corrupção, e a sua irrazoável perseguição e mortandade contra o verdadeiro povo de Deus. Será então, para os ímpios, uma terrível repreensão e castigo, o darem-se conta que aqueles dos quais zombaram e aos quais perseguiram estão a são e salvo das pragas.
Mas o mais grave, o mais lamentável, é que perceberão então, que estão para sempre perdidos. E nesta irremediável condição, procurarão seus líderes espirituais, pastores, padres e bispos, não para os venerarem como antes, mas para se vingarem deles, matando-os. Assim como no passado muitos cristãos foram dados a comer aos leões, muitos foram queimados, tiveram que suportar frio, calor, desolação, e solidão, pela sua fidelidade a Deus, agora também, semelhantemente, os falsos dirigentes cristãos serão destruídos.

A Queda e Destruição de Babilónia
Até aqui a besta reinou, mas não reinará mais. A vingança do sangue dos justos será feita, sobrevirá então a queda de Babilónia, a grande prostituta, que é extensamente descrita no cap. 18. Será terrível a sua destruição!
“Então será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da Sua boca, e aniquilará pelo esplendor da sua vinda”. II Ts. 2:8
“É à meia-noite que Deus manifesta o Seu poder para o livramento de Seu povo. O Sol aparece resplandecendo em sua força. Sinais e maravilhas se seguem em rápida sucessão. Os ímpios contemplam a cena com terror e espanto, enquanto os justos vêem com solene alegria os sinais de seu livramento.” O Grande Conflito, pág. 642.
“Porque eis que o SENHOR sairá do seu lugar, para castigar os moradores da terra, por causa da sua iniquidade, e a terra descobrirá o seu sangue, e não encobrirá mais os seu mortos.” Is. 26:2.
“E esta será a praga com que o SENHOR ferirá a todos os povos que guerrearam contra Jerusalém: a sua carne apodrecerá, estando eles em pé, e lhes apodrecerão os olhos nas suas órbitas, e a língua lhes apodrecerá na sua boca. Naquele dia também acontecerá que haverá da parte do SENHOR uma grande perturbação entre eles; porque cada um pegará na mão do seu próximo, e cada um levantará a mão contra o seu próximo.” Zc. 14:12, 13.
“E serão os mortos do SENHOR, naquele dia, desde uma extremidade da terra até à outra; não serão pranteados, nem recolhidos, nem sepultados; mas serão por esterco sobre a face da terra.” Jr. 25:33.
“Por ocasião da vinda de Cristo os ímpios são eliminados da face de toda a Terra: consumidos pelo espírito de Sua boca, e destruídos pelo resplendor de Sua glória. Cristo leva o Seu povo para a cidade de Deus, e a Terra é esvaziada de seus moradores.” O Grande Conflito, pág. 663.
Nesse tempo se cumprirá a bem-aventurada esperança dos filhos de Deus de todas as épocas, e aparecerá então Jesus com as suas hostes angélicas nas nuvens do céu, para livrar e buscar para si os fiéis. Meditemos nos seguintes versos, que expressam um pouco do que será a felicidade dos remidos, nesse tão esperado dia:
“E, depois destas coisas ouvi no céu como que uma grande voz de uma grande multidão, que dizia: Aleluia! Salvação, e glória, e honra, e poder pertencem ao Senhor nosso Deus; Porque verdadeiros e justos são os seus juízos, pois julgou a grande prostituta, que havia corrompido a terra com a sua prostituição, e das mãos dela vingou o sangue dos seus servos. E outra vez disseram: Aleluia! E a fumaça dela sobe para todo o sempre. E os vinte e quatro anciãos, e os quatro animais, prostraram-se e adoraram o Deus, que estava assentado no trono, dizendo: Amém. Aleluia! E saiu uma voz do trono, que dizia: Louvai o nosso Deus, vós, todos os seus servos, e vós que o temeis, assim pequenos como grandes. E ouvi como que a voz de uma grande multidão, e como que a voz de muitas águas, e como que a voz de grandes trovões, que dizia: Aleluia! Pois já o Senhor Deus Todo-Poderoso reina. Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos-lhe glória; porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou. E foi-lhe dado que se vestisse de linho fino, puro e resplandecente; porque o linho fino são as justiças dos santos. E disse-me: Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. E disse-me: Estas são as verdadeiras palavras de Deus.” Ap. 19:1-9.
Estas são verdadeiramente as palavras de Deus: “Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro”. Grande será, então, o regozijo e alegria dos remidos, os quais reconhecerão a rectidão e justiça de Deus, pois “julgou a grande prostituta, que havia corrompido a terra com a sua prostituição, e das mãos dela vingou o sangue dos seus servos”. Já não reina mais a besta. Terminou a perseguição, tortura e morticínio. Com grande gozo e satisfação exclamam: “Aleluia! Pois já o Senhor Deus Todo-Poderoso reina”. Felizes ou “bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro”. Que privilégio será podermos estar nessa ceia com Jesus e com todos os santos de todas as épocas! Que alegria será, nesse dia, poder ouvir o nosso anjo chamar-nos pelo nome, para subirmos ao encontro de Jesus e tomarmos lugar nessa mesa que certamente terá os seus quilómetros, mas onde todos nos avistaremos. “E vi uma mesa de pura prata; tinha muitos quilómetros de comprimento, contudo nossos olhares podiam alcançá-la toda.” Primeiros Escritos, pág. 19.


As Características do Povo Remanescente de Deus

Queres tu também lá estar? Escuta, hoje, o clamor de Jesus: “Sai dela povo Meu”. Hoje é o tempo de abandonarmos os nossos pecados, de abandonarmos todas as falsas doutrinas com que Satanás nos tem enganado, de sairmos das falsas igrejas cristãs, e de nos unirmos ao povo remanescente de Deus. Que povo é este? Como identificá-lo? No cap. 12, como já referimos anteriormente, encontramos uma mulher pura que simboliza a verdadeira igreja de Cristo. No verso 17 encontramos as características do povo remanescente de Deus: “E o dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra ao remanescente da sua semente, os que guardam os mandamentos de Deus, e têm o testemunho de Jesus Cristo.”

Quais são então as características do verdadeiro povo de Deus?

1. “guardam os mandamentos de Deus”

2. “têm o testemunho de Jesus Cristo”


· Os Mandamentos de Deus

Analisemos a primeira característica. Os dez mandamentos de Deus podem ser encontrados em Êxodo 20. Os princípios da Lei de Deus manifestos nos dez mandamentos, existem desde a eternidade. São princípios de amor altruísta a Deus e a todos os seres criados. Esses princípios foram declarados oralmente a Adão e Eva, depois de terem sido criados, e depois do pecado foram adaptados à sua condição caída (Ver Redimidos, pág. 97).
O quarto mandamento, transgredido pela maior parte dos que se professam cristãos, não foi uma regra instituída só para os hebreus ou para os judeus. Foi instituído na criação da Terra, no sétimo dia, como memorial da criação, como lembrança de que acima de nós está o nosso Criador, nosso Deus, e de que só a Ele devemos adorar. Mas além disso, é uma aliança eterna, um sinal entre nós e Deus, até mesmo na nova terra:
“Guardarão, pois, o sábado os filhos de Israel, celebrando-o nas suas gerações por aliança perpétua. Entre mim e os filhos de Israel será um sinal para sempre; porque em seis dias fez o SENHOR os céus e a terra, e ao sétimo dia descansou, e restaurou-se.” Êx. 31:16,17.
“Porque, como os novos céus, e a nova terra, que hei-de fazer, estarão diante da minha face, diz o SENHOR, assim também há-de estar a vossa posteridade e o vosso nome. E será que desde uma lua nova até à outra, e desde um sábado até ao outro, virá toda a carne a adorar perante mim, diz o SENHOR.” Is. 66:22, 23.
Acerca dos dez mandamentos há um detalhe muito interessante. Depois que Moisés leu o livro da aliança – conjunto de leis dadas por Deus a Israel, posteriormente aos dez mandamentos – diante do povo de Israel, subiu ao monte Sinai junto com seu irmão Arão, seus sobrinhos Nadabe e Abiú, e setenta anciãos de Israel (Êx. 24:7,9). Então, estando já no monte Sinai, todos tiveram o privilégio de ter um vislumbre magnífico do trono de Deus:
“E viram o Deus de Israel, e debaixo de seus pés havia como que uma pavimentação de pedra de safira, que se parecia com o céu na sua claridade.” Êx. 24:10.
Também Ezequiel, na sua visão do trono de Deus, o descreve da seguinte maneira: “E por cima do firmamento, que estava por cima das suas cabeças, havia algo semelhante a um trono que parecia de pedra de safira; e sobre esta espécie de trono havia uma figura semelhante à de um homem, na parte de cima, sobre ele.” “Depois olhei, e eis que no firmamento, que estava por cima da cabeça dos querubins, apareceu sobre eles uma como pedra de safira, semelhante a forma de um trono.” Ez. 1:26, e 10:1.
O trono de Deus é aqui descrito em tons de azul de safira, isto é azul claro, afirmando-se mesmo que havia “como que uma pavimentação de pedra de safira”.
É interessante notar que não só o pavimento onde se encontra o trono mas também o próprio trono de Deus são azuis. Mas que tem tudo isto que ver com os dez mandamentos? Quando Moisés e todos os seus acompanhantes subiram ao monte, Deus o chamou à parte: “Então disse o SENHOR a Moisés: Sobe a mim ao monte, e fica lá; e dar-te-ei as tábuas de pedra e a lei, e os mandamentos que tenho escrito, para os ensinar.” Êx. 24:12.
“E aquelas tábuas eram obra de Deus; também a escritura era a mesma escritura de Deus, esculpida nas tábuas.” Êx. 32:16
Deus chama Moisés para lhe entregar as tábuas de pedra com os dez mandamentos. De que pedra talhou Deus as tábuas dos dez mandamentos, onde Ele mesmo os escreveu e de que cor seriam? Teria Deus escolhido uma simples pedra do monte Sinai, ou da pedra de safira do seu próprio trono? Leiamos os seguintes versos:
“Fala aos filhos de Israel, e diz-lhes: Que nas bordas das suas vestes façam franjas pelas suas gerações; e nas franjas das bordas ponham um cordão de azul. E as franjas vos serão para que, vendo-as, vos lembreis de todos os mandamentos do SENHOR, e os cumprais; e não seguireis o vosso coração, nem após os vossos olhos, pelos quais andais vos prostituindo. Para que vos lembreis de todos os meus mandamentos, e os cumprais, e santos sejais a vosso Deus.” Núm. 15:38-40.
De que cor era então o cordão que se devia colocar nas vestes dos filhos de Israel, para os fazer lembrar dos mandamentos do Senhor? Azul. Que tem que ver a cor azul com os dez mandamentos? Qual é a cor da pedra de safira que compõe o trono de Deus? Azul. Então juntando as peças do puzzle, podemos compreender que as tábuas de pedra dos dez mandamentos foram retiradas do próprio trono de Deus, da pedra de safira, a qual é azul. Por isso a cor azul para lembrar os dez mandamentos. Mas que tem que ver o azul dos dez mandamentos com este artigo, ou melhor, com a grande prostituta de Apocalipse 17? Comparemos as cores utilizadas nas vestes sacerdotais, no Antigo Testamento, com as cores das vestes da grande prostituta:
“E tomarão o ouro, e o azul, e a púrpura, e o carmesim, e o linho fino”. Êx. 28:5.
“E dizendo: Ai, ai daquela grande cidade! Que estava vestida de linho fino, de púrpura, de escarlata; e adornada com ouro e pedras preciosas e pérolas! Porque numa hora foram assoladas tantas riquezas.” Ap. 18:16.
Em ambos os casos se encontra a púrpura e o carmesim ou escarlata, e até outros elementos das vestes, como o linho fino e o ouro. Em Êx. 28:17-20, semelhantemente às vestes da grande prostituta, são mencionadas pedras preciosas nas vestes sacerdotais, isto é, no peitoral. Mas nas vestes da grande prostituta não é referida a cor azul. Porquê? Porque a lei de Deus, os dez mandamentos, foi posta por terra, pela igreja católica, pois esta, tal como Daniel profetizou, “cuidará em mudar os tempos e a lei” (Dan. 7:25).

Se compararmos os dez mandamentos, conforme estão na Bíblia, com os do catecismo, concluiremos que a igreja católica, arrogante e obstinadamente, alterou, para si mesma, os dez mandamentos, e suas “filhas”, infelizmente, lhe têm seguido as pisadas. Em seguida apresento as duas versões dos dez mandamentos, respectivamente, segundo está nas Santas Escrituras, e segundo o catecismo católico – invenção satânica – para que possamos comparar e compreender como o catolicismo tem enganado e escravizado milhares de pessoas – e continua a fazê-lo – debaixo do jugo da ignorância e falsidade.


(Clicar na tabela comparativa, à esquerda, para ver melhor)

Que conclusão podemos então tirar, ao verificar-se a existência exacta dos mesmos elementos, exceptuando a cor azul, nas vestes sacerdotais em Israel e também nas da grande prostituta? Podemos concluir que a igreja católica romana não tem sido senão uma contrafacção do verdadeiro sistema sacerdotal instituído por Deus no antigo Israel – contudo, anulado pela morte expiatória de Cristo.
Mais grave ainda é que o sistema sacerdotal católico é uma contrafacção do ministério de Cristo no santuário celestial. É uma blasfémia autêntica contra Deus, na medida em que os sacerdotes, por exemplo, se colocam no lugar de Deus, ao pretenderem perdoar pecados. Desta forma, o ministério de Cristo no santuário celestial, durante séculos, tem sido rebaixado e menosprezado, devido ao estupor e arrogância de homens que pressupostamente, se acham autorizados a tomar-lhe o lugar. Desta forma, tanto os dez mandamentos como o ministério de Cristo, único Redentor e Mediador entre Deus e o homem (I Tm. 2:5), têm sido de uma forma tirana, escondidos e negados pela igreja católica, diante do povo em geral.
· O Testemunho de Jesus Cristo
A segunda característica daqueles que adoram a Deus “em espírito e verdade” é que “têm o testemunho de Jesus”. O que é o testemunho de Jesus? Em Ap. 19:10 encontramos a resposta: “E eu lancei-me a seus pés para o adorar; mas ele disse-me: Olha não faças tal; sou teu conservo, e de teus irmãos, que têm o testemunho de Jesus. Adora a Deus; porque o testemunho de Jesus é o espírito de profecia.” Então, o testemunho de Jesus é o espírito de profecia. Mas, que quer dizer a expressão “espírito de profecia”?
O anjo que falou com João disse-lhe claramente que ele não devia adorá-lo, pois ele era seu conservo, e de seus irmãos, isto é, conservo dos que têm o espírito de profecia. Tiago, irmão de sangue de João, já tinha morrido, e tão pouco conhecemos que tenha tido outros irmãos. Quem são pois estes irmãos? Na realidade, são seus irmãos os profetas, que como ele foram inspirados a escrever os livros sagrados, que como ele receberam o dom do espírito de profecia, o dom de profecia (I Cor. 13:2). O anjo disse a João que era seu conservo na medida em que era, como ele, um mensageiro de Deus.
Podemos então concluir que entre o verdadeiro povo de Deus, manifestar-se-á o autêntico dom de profecia, falando determinada pessoa da parte de Deus. Portanto a verdadeira igreja deverá não só guardar todos os mandamentos de Deus mas também, ter a manifestação do dom de profecia. Em termos práticos, deverá manifestar-se nessa igreja, seja por visões, sonhos, ou profecias, uma mensagem ou revelação de Deus, o dom de profecia numa ou mais pessoas, além, é claro, de todos os “outros irmãos” já mencionados e cujos livros fazem parte do cânon sagrado da Bíblia.
O dom de profecia que se manifesta na igreja verdadeira não é, nem pode ser, contrário à Palavra de Deus, antes concorda com ela, amplia-a e esclarece o seu significado. Pois a mesma Bíblia foi escrita através do espírito de profecia, manifestado nos “homens santos de Deus” que “falaram inspirados pelo Espírito Santo." (2 S. Pe 1:21). “E visto ter sido o Espírito de Deus que inspirou a Escritura Sagrada, é impossível que o ensino do Espírito seja contrário ao da Palavra.” (Trecho retirado da introdução ao livro O Grande Conflito.)

Sai Dela Povo Meu

Se a tua igreja não tem as características do povo remanescente, então Jesus Cristo te chama: “Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas.” Ap. 18:4.
Talvez isso implique renunciares à igreja onde crescestes, à religião dos teus pais, e procurares a igreja verdadeira. Pode ser que isso venha a resultar em grande oposição da tua própria família, amigos, membros de igreja, até mesmo perder o emprego, ou colocares a tua reputação ou mesmo a tua vida em risco.
Medita nos seguintes versos: “E não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo. Portanto, qualquer que me confessar diante dos homens, eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus. Mas qualquer que me negar diante dos homens, eu o negarei também diante de meu Pai, que está nos céus. Não cuideis que vim trazer a paz à terra; não vim trazer paz, mas espada; Porque eu vim pôr em dissensão o homem contra seu pai, e a filha contra sua mãe, e a nora contra sua sogra; E assim os inimigos do homem serão os seus familiares. Quem ama o pai ou a mãe mais do que a mim não é digno de mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a mim não é digno de mim. E quem não toma a sua cruz, e não segue após mim, não é digno de mim. Quem achar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a sua vida, por amor de mim, achá-la-á ” Mt. 10:28, 32-39.
“Nada temas das coisas que hás de padecer... Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida.” Ap. 2:10.
Se mesmo assim, teimas em não escutar o apelo de Jesus, que te quer ajudar e salvar, e continuas agarrado às coisas deste mundo, incluindo a tua própria vida, lembra-te: “Se alguém adorar a besta, e a sua imagem, e receber o sinal na sua testa, ou na sua mão, também este beberá do vinho da ira de Deus, que se deitou, não misturado, no cálice da sua ira; e será atormentado com fogo e enxofre diante dos santos anjos e diante do Cordeiro.” Ap. 14:9,10. Muito em breve, tu serás provado/a. Estás tu entregue nas mãos de Jesus?! “Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações.” Hb. 4:7.

Sérgio Ventura

Sem comentários:

Não Deixes de Ler:

- A Bíblia Sagrada.



- A série O Grande Conflito, de Ellen White, composta por cinco livros, os quais tratam da história do trato de Deus com o Seu povo, desde o princípio até ao porvir:Patriarcas e Profetas, Profetas e Reis, O Desejado de Todas as Nações, Actos dos Apóstolos, O Grande Conflito (ou A Grande Controvérsia).



Um Resgate Pleno e Completo

"Por meio de Cristo provê-se ao homem tanto a restauração como a reconciliação. O abismo produzido pelo pecado foi transposto pela cruz do Calvário. Foi pago por Jesus um resgate pleno e completo, em virtude do qual o pecador é perdoado e mantida a justiça da lei. Todos os que crêem que Cristo é o sacrifício expiador podem chegar a Ele e receber o perdão dos pecados; pois pelos méritos de Cristo, franqueou-se a comunicação entre Deus e o homem. Deus pode aceitar-me como filho Seu, e eu posso reclamá-lo como meu Pai amoroso e nEle me regozijar."- Review and Herald, 1 de abril de 1890.



Queres ser feliz?
"O coração humano não conhecerá felicidade enquanto não se submeter a ser moldado pelo Espírito de Deus."Ellen White, Eventos Finais, Pág. 65.


A cada instante... sob a direcção do Espírito
“Não há um impulso de nossa natureza, nem uma faculdade do espírito ou inclinação do coração, que não necessite de achar-se a todo o instante sob a direcção do Espírito de Deus. … Portanto, por maior que seja a luz espiritual de alguém, por mais que goze do favor e bênção de Deus, deve andar sempre humildemente perante o Senhor, rogando pela fé que Deus lhe dirija todo o pensamento e domine todo impulso.” Ellen White, Mensagens aos Jovens, pág. 62.


Como é que se opera a transformação do carácter?
“O conhecimento de Deus, segundo a revelação dada em Cristo, eis o que devem ter todos quantos se salvam. É o conhecimento que opera transformação no carácter. Recebido, esse conhecimento recriará a alma à imagem de Deus. Comunicará a todo o ser um poder espiritual que é divino.” Minha Consagração Hoje – Meditações Matinais , pág. 293.





NEM UMA HORA SEM ORAÇÃO
“Satanás está bem ciente de que a mais débil alma que permaneça em Cristo é mais que suficiente para competir com as hostes das trevas, e que, caso ele se revelasse abertamente, seria enfrentado e vencido. Portanto, procura retirar das suas potentes fortificações os soldados da cruz, enquanto jaz de emboscada com as suas forças, pronto para destruir todos os que se arriscam a penetrar em seu terreno. Unicamente com humilde confiança em Deus, e obediência a todos os Seus mandamentos, poderemos achar-nos seguros.
Ninguém, sem oração, se encontra livre de perigo durante um dia ou uma hora que seja. Especialmente devemos rogar ao Senhor sabedoria para compreender a Sua Palavra. Ali estão revelados os estratagemas do tentador, e os meios pelos quais se pode a ele resistir com êxito.” Ellen White, O Grande Conflito, pág. 535, cap. Os ardis de Satanás


DIVULGA!

Se tens apreciado este blogue, partilha com os teus amigos!
http://caiubabilonia.blogspot.com/